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Fórum de Outono 2017 | 27 e 28 de outubro em Lisboa

INSCRIÇÃO GRATUITA AQUI

(ou através de email para forumanifesto.pt@gmail.com)

O mundo do trabalho é hoje marcado por transformações muito profundas, que o atravessam em múltiplas dimensões. Do impacto das políticas de austeridade à crescente precarização das relações laborais, das questões do sindicalismo às novas formas de emprego e desemprego, dos impactos da inovação tecnológica e dos desafios imensos que transportam consigo. O trabalho tem futuro? O futuro tem trabalho? Em que moldes? Qual é o lugar do trabalho no mundo que se está a desenhar à nossa frente? Como pensar, politicamente, os desafios que se nos colocam?

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27 DE OUTUBRO, 6ª FEIRA

17:45 Registo dos participantes

18:15 Abertura do Fórum de Outono

  • Ana Drago, Direcção da Associação Fórum Manifesto

18:30 Conferência inicial
The Past, Present and Possible Futures of Labour: Can We Meet the Challenge?

(O passado, o presente e os futuros possíveis do Trabalho: Estamos à altura do desafio?) 

20:00 Intervalo para jantar

21:30 Debate
Desafios e problemas actuais da organização dos trabalhadores

Moderação: Henrique Sousa

  • Daniel Carapau, Precários Inflexíveis
  • Rebecca Gumbrell-McCormick, investigadora e professora universitária
  • José Abraão, secretário-geral da FESAP e do SN da UGT
  • Guadalupe Simões, Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e membro do CN da CGTP
  • Vivalda Silva, CE da CGTP e Presidente do STAD

23:30 Encerramento do primeiro dia do Fórum de Outono

28 DE OUTUBRO, SÁBADO

10:30 Sessão 1
As propostas de reforma das relações de trabalho em Portugal

Moderação: Nuno Serra

  • Filipe Lamelas, advogado e da Comissão do Livro Verde sobre as Relações Laborais 2016
  • Paulo Areosa Feio, geógrafo
  • Reinhard Naumann, investigador

13:00 Intervalo para almoço

14:30 Sessão 2
Sobre o trabalho: mitos, ideias feitas, conceitos e indicadores

Moderação: Filipa Vala

  • João Ramos de Almeida, economista
  • José Luís Albuquerque, economista

16:00 Sessão 3
A revolução tecnológica e o trabalho

Moderação: Ricardo Paes Mamede

  • Nuno Teles, economista
  • Porfírio Silva, filósofo

17:30 Intervalo

17:45 Debate
A governação na área do trabalho na actual legislatura

Moderação: José Vítor Malheiros

  • José Soeiro, deputado BE
  • Manuel Carvalho da Silva, sociólogo
  • Tiago Barbosa Ribeiro, deputado do PS

19:30  Intervenção de encerramento do Fórum de Outono

  • Diogo Martins, economista

Conferência inicial
The Past, Present and Possible Futures of Labour: Can We Meet the Challenge?
(O passado, o presente e os futuros possíveis do Trabalho: estamos à altura do desafio?)


Debate

Desafios e problemas actuais da organização dos trabalhadores
Daniel Carapau, Rebecca Gumbrell-McCormick, José Abraão, Guadalupe Simões, Vivalda Silva.
Moderação de Henrique Sousa

Sindicatos e outras formas de organização foram forjados pelos trabalhadores no processo de resistência e combate aos mecanismos de exploração do capitalismo. Foram e são determinantes para o avanço civilizacional e democrático que a conquista de direitos políticos, laborais e sociais significa. Mas a sindicalização desce, a participação sindical é baixa, a organização dos trabalhadores está ausente de muitas empresas, a solidariedade de classe e a mobilização social são duramente postos à prova. Sindicatos e direitos sofrem hoje o desgaste da segmentação, individualização e precarização do trabalho e da globalização neoliberal. Mudanças tecnológicas afectam profundamente os empregos e o trabalho do futuro.

Como enfrentar isto e renovar e fortalecer o sindicalismo e a participação solidária dos trabalhadores? Que fazer e em que direcções, naquilo que depende dos próprios trabalhadores?

Jantar-debate sobre as Eleições Francesas | 28 abril

Com Paulo Areosa Feio, Vítor Dias e Porfírio Silva

Moderação de Daniel Oliveira

Casa dos Amigos do Minho, Lisboa | 28 Abril às 20:30

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As eleições presidenciais francesas convocam-nos para uma urgente e necessária reflexão sobre a representação política e a capacidade da esquerda de construir alternativas que rompam com o consenso neoliberal.

O alívio dos “mercados” com a passagem à segunda volta do seu candidato e da candidata da extrema-direita racista e xenófoba não apaga a novidade maior emergente da primeira volta: enquanto os candidatos dos grandes partidos tradicionais se afundam e a social-democracia colapsa, Mélenchon emerge com força renovada como candidato aglutinador da esperança e da mudança à esquerda. Faz-nos falta a reflexão conjunta sobre tudo isto.

Para discutir os resultados saídos da primeira volta e o possível cenário final e suas consequências, para a França e para a Europa, teremos connosco Paulo Areosa Feio, Vítor Dias e Porfírio Silva, com moderação de Daniel Oliveira.

Casa dos Amigos do Minho | Google Maps

Morada: Rua do Benformoso, 244 – 1º, Intendente, Lisboa

Preço: 15€

Fórum de Outono | 7 e 8 outubro 2016

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Inscrições AQUI (Entrada Livre)

 

Petróleo e Gás: Alterações Climáticas ou Energias Limpas? | 25 agosto 2016


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Algumas dezenas de pessoas participaram na quinta-feira, dia 25 de Agosto, num debate organizado pela Fórum Manifesto na Casa das Artes de Tavira dedicado ao tema “Petróleo e Gás: Alterações Climáticas ou Energias Limpas?”. O debate contou com intervenções iniciais de José Vítor Malheiros, da Fórum Manifesto; de Ana Correia, activista no movimento Tavira em Transição; e de Rosa Guedes, da PALP-Plataforma Algarve Livre de Petróleo.

Intervieram ainda na discussão vários activistas destes e de outros movimentos, autarcas e cidadãos interessados que quiseram mostrar o seu empenho no combate à exploração de combustíveis fósseis no Algarve e no resto do país. No debate foi clara a compreensão de que existem inúmeras razões, de vária ordem (ambientais, económicas, políticas, sociais, culturais) para exigir o cancelamento pelo Governo dos 15 contratos actualmente em vigor, mas que essa luta será longa, difícil, deve ser travada em várias frentes (política, institucional, de mobilização popular, jurídica e científica) e exige a participação de todos e a manutenção de toda a pressão sobre as empresas envolvidas, o Governo, o Parlamento, as instituições europeias, os partidos políticos e outros actores institucionais. De facto, e apesar da suspensão das actividades de prospecção por parte de dois dos consórcios petrolíferos, os contratos estão em vigor e essas actividades poderão ser retomadas a qualquer momento se a contestação popular abrandar.

Os movimentos presentes deram exemplos do que tem sido a sua acção no domínio da promoção de uma economia sustentável de baixo carbono e foi notável o interesse de todos os presentes em discutir formas de todos poderem participar nessa mudança ao nível da sua acção individual.
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Debate: O Brexit para lá das caricaturas | 13 julho 2016

brexit_final-1-e1470565711467Numa Europa social, económica e politicamente assimétrica, onde o crescimento estagnou, o descontentamento cresce e o processo de tomada de decisão se concentra nas mãos de alguns, é essencial à esquerda debater o Brexit, tentando ir além da generalidade das caricaturas fáceis.

A alternativa é deixar que o desconforto com a União resvale para a leitura xenófoba populista da extrema-direita. Perceber motivações e consequências do Brexit, não só no Reino Unido, mas nos países da União, é um passo essencial.

Por isso, a Manifesto convidou Álvaro Vasconcelos, João Rodrigues e Isabel Moreira para o painel do debate “O Brexit para lá das caricaturas”, alargado à participação da assistência, que teve lugar no passado dia 13 de julho na livraria Tigre de Papel, em Lisboa.

O debate desenrolou-se em torno de algumas ideias recorrentes que nem sempre mereceram o acordo da generalidade dos participantes ou apontaram pistas conclusivas, mas que procuramos sintetizar em seguida, reproduzindo tanto quanto possível o conteúdo e a forma das intervenções.

O resultado do referendo não é uma singularidade britânica, é sintoma de um mal-estar europeu

A natureza da União Europeia (UE) parece ser muito mais a causa do resultado deste referendo do que qualquer singularidade britânica. Como mencionado por vários intervenientes, em 2005 a vitória do não nos referendos ao tratado constitucional em França e na Holanda mostrou uma União disposta a ignorar expressões democráticas da opinião pública, algo que se repetiria dez anos depois no referendo grego de 2015.

A opinião de que a UE de hoje está muito distante do projeto de paz, prosperidade e igualdade democrática a que tantos ainda a associam esteve presente no conjunto das intervenções. Um dos participantes afirmou mesmo que só a reinvenção da União enquanto projeto de construção cultural, para lá da esfera económica da livre circulação de pessoas, bens e capitais que se inscreveu na sua identidade pós-Maastricht pode salvar o chamado “projeto europeu” (qualquer que seja o sentido que cada um de nós atribui a estas duas palavras tão recorrentemente invocadas). Caracterizou-se mesmo esta nova União como expressão de fanatismo, de uma política única sem possibilidade de alternativa. Uma União em que a substituição do princípio da igualdade entre os estados pelo princípio da hierarquia – fazendo lembrar até o funcionamento do Conselho de Segurança das Nações Unidas, como chegou a ser sugerido – é notória para os seus cidadãos, mesmo quando “não lhes toca” diretamente, é uma União em que o respeito pelo princípio democrático está a ser posto em causa.

Imagem01De facto, uma das principais razões do descontentamento com a UE radica no seu défice democrático. Se é certo que a construção europeia não se fez contra os cidadãos, não deixa de ser também verdade que não se fez com os cidadãos. O Parlamento Europeu não é um verdadeiro parlamento. O Conselho Europeu não funciona como um senado democrático, tomando decisões pouco transparentes sobre as quais os povos não têm influência. Para um dos intervenientes, este défice democrático foi crescendo sem ter surtido grande efeito no passado. Com o emergir da crise em 2008, a falta de alternativas ao nível nacional, o despertar de sentimentos de revolta e a crescente capacidade de intervenção dos cidadãos em movimento que transcendem a lógica dos partidos políticos tradicionais, este défice democrático tem assumido uma importância determinante nas escolhas que todos fazemos.


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Jantar-Debate no Porto: As pressões das lideranças Europeias e a Governação Portuguesa | 30 junho 2016

RICARDOO jantar-debate tinha como tema central as pressões das lideranças europeias sobre a governação portuguesa. Tendo sido realizado algumas semanas antes da decisão do Ecofin de iniciar o processo de aplicação de sanções a Portugal e Espanha por incumprimento das regras orçamentais da UE, o debate foi agendado tendo presentes as declarações mais ou menos hostis sobre a governação portuguesa por parte de vários responsáveis europeus desde finais de 2015.

As intervenções iniciais de Ricardo Paes Mamede e Ana Drago procuraram enquadrar tais pressões no âmbito das regras na em vigor UE  e dos conflitos políticos entre diferentes componentes das instituições europeias. RUIZDado o quadro institucional e político que se revela crescentemente adverso a um país como Portugal, é fundamental suscitar o debate, a consciencialização e a mobilização cívica sobre as questões europeias em Portugal, assumindo que o processo de integração europeia deve ser visto como um instrumento ao serviço da coesão económica e social e não como um fim em si mesmo. O jantar-debate realizou-se poucos dias após a realização do referendo britânico sobre a saída da UE, pelo que a discussão que se seguiu às intervenções iniciais foi largamente centrada nas incertezas que resultam deste novo cenário.


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Jantar-Debate: Portugal nas Guerras Climáticas | 28 maio 2016

A perspetiva geopolítica da crise ambiental e as linhas que devem orientar a posição portuguesa e as suas políticas ambientais

PortugalGuerrasClimaticasImagem01Em 2015, Portugal caiu de 9º para 19º lugar no índice de performance de combate às alterações climáticas, um índice que mede o desempenho dos 59 países mais industrializados do mundo, que, em conjunto, são responsáveis por 90% das emissões de gases de efeito de estufa. Nenhum país ocupou um dos 3 primeiros lugares do pódio deste índice, pois nenhum país fez o suficiente para prevenir os perigosos impactos das alterações climáticas… Se a ameaça é clara, o que é que se passa?

Para compreender o atraso na resposta que tem sido dada à crise climática não basta uma análise causa-efeito das alterações ambientais em si. É preciso perceber, sobretudo, o xadrez de interesses políticos, energéticos e económicos em que se tenta construir e implementar uma solução.

Por isso a Fórum Manifesto realizou o jantar-debate “Portugas nas guerras climáticas” no passado sábado, 28 de maio, na Casa dos Amigos do Minho. Discutiu-se a perspetiva geopolítica da crise ambiental e as linhas que devem orientar a posição portuguesa e as suas políticas ambientais. Foram convidados da Associação Pedro Martins Barata e Francisco Ferreira.

“Não pode haver programa político nos próximos 30 anos que não tenha por base as alterações climáticas como variável fundamental”

Os gases de efeito de estufa (principalmente CO2 mas também metano e outros gases) retêm calor. O efeito do incremento de emissões que se tem registado nos últimos cem anos é agravado pela taxa de deflorestação global que tem aumentado também. A subida de temperatura resultante promove o degelo nos polos. Como consequência, a temperatura dos oceanos baixa, o nível do mar sobe, os oceanos acidificam e geram-se fenómenos meteorológicos extremos.


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