Notícias e Atividades

Convocatória da Convenção para uma candidatura cidadã

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A convocatória está aberta a subscrições aqui.

Portugal vive um tempo de urgência. Há uma geração que abandona o país, uma economia frágil que se desmorona em sucessivas falências de empresas, um Estado que é reduzido às suas funções mínimas, uma democracia que perde poder efectivo, um corredor de escolhas que, a cada dia que passa, se vai estreitando. É, para todos os cidadãos, um tempo de exigência. Da organização da resistência, mais do que nunca necessária, tem de nascer a construção de uma alternativa, com soluções praticáveis que mobilizem as energias democráticas do país e sejam capazes dos diálogos possíveis.

A urgência que o país sente e as soluções que o país exige obrigam a escolhas difíceis. Cabe-nos garantir que não sejam entre ficar na mesma ou voltar para trás. Não basta mudar o governo para haver a mudança necessária. As próximas eleições têm de corresponder à vitória de um programa de defesa do Estado Social e do Estado de Direito e de aprofundamento da democracia em Portugal e na Europa.

Sabemos em que país queremos viver. Num país que proteja o trabalho com direitos e valorize o conhecimento. Que ajude a economia a ser mais inovadora e mais solidária. Que proteja o ambiente e o território. Que se orgulhe do Estado Social e melhore a sua Escola Pública, o seu Serviço Nacional de Saúde e a sua Segurança Social. Que combata a precariedade, redistribua o rendimento e erradique a pobreza infantil. Onde a igualdade seja o eixo central de um novo contrato social e a alavanca para um novo modelo de desenvolvimento.

Sabemos o governo que queremos. Queremos um governo progressista que recuse a austeridade como forma de sair da crise e a passividade como forma de estar na Europa. Que construa um poder democrático que governe para o povo e não seja refém de interesses privados. Um governo assim enfrentará escolhas difíceis, mas necessárias. Em Portugal, precisará de um mandato popular para defender a Constituição. Na Europa, precisará de uma nova política de alianças e de uma atitude mais exigente e insubmissa para combater o Tratado Orçamental e iniciar um processo de reestruturação da dívida pública.

É tempo de avançar. Esta é uma convocatória à vontade cívica de todos quantos acreditam que esta governação progressista é possível e deve ser construída pela força da cidadania. Uma convocatória para uma Convenção Cidadã a ter lugar a 31 de janeiro, em Lisboa. Uma convocatória à construção de um programa eleitoral auscultando os cidadãos, num processo de debate e deliberação público, transparente e informado. Uma convocatória a uma candidatura cidadã às próximas eleições legislativas, através de um processo de construção de listas aberto, em eleições primárias. Acima de tudo, uma convocatória a uma maior responsabilização política de todos, eleitores e eleitos, antes e depois do voto, para uma alteração fundamental das políticas que têm devastado o país nos últimos anos. A sociedade portuguesa reclama uma democracia mais intensa, mais informada e mais responsável. E soluções viáveis para o terrível impasse em que se encontra. Pode ser diferente. Depende de nós.

A convocatória está aberta a subscrições aqui.

Subscritores iniciais:

 

Abílio Hernandez, Coimbra

Adriano Barrias, Lisboa

Alberto Melo, São Braz de Alportel

Alberto Midões, Viana do Castelo

Alexandra Lucas Coelho, Lisboa

Alexandre Barroso, Coimbra

Alexandre Estrela, Lisboa

Alexandre Oliveira, Lisboa

Ana Bastos, Lisboa

Ana Costa, Lisboa

Ana Drago, Lisboa

Ana Fernandes, Porto

Ana Filipa Larcher, Bissau / Lisboa

Ana Mafalda Pernão, Lisboa

Ana Maria Oliveira Pereira, Sintra

Ana Prata, Lisboa

Ana Raquel Matos, Coimbra

André Barata, Lisboa

André Belo, Rennes

André Carmo, Lisboa

André Freire, Lisboa

André Gago, Lisboa

André Nóvoa, Lisboa

André Teodósio, Lisboa

Ângela Luzia, Almada

Anísio Franco, Lisboa

António Avelãs, Lisboa

António Gonzalez, Torres Vedras

António Loja Neves, Oeiras

António Martins Coelho, Vila Rela de Sto. António

António Serzedelo, Setúbal

Armandina Maia, Lisboa

Augusto M. Seabra, Lisboa

Bárbara Bulhosa, Lisboa

Boaventura de Sousa Santos, Coimbra

Branca Carvalho, Viana do Castelo

Bruno Dias Pinheiro, Lisboa

Carlos Almeida, Lisboa

Carlos Brito, Alcoutim

Carlos Gouveia-Melo, Lisboa

Carlos Luís Figueira, Vila Real de Sto António

Carlos Nobre Neves/PACMAN, Lisboa

Carlos Teixeira, Lisboa

Catarina Andrade Fidalgo, Lisboa

Catarina Mourão, Lisboa

Catarina Ruivo, Lisboa

César Nuno Madureira, Lisboa

Cipriano Justo, Cascais

Clarisse Marques, Lisboa

Cláudia Rita Oliveira, Lisboa

Cláudio Borges, Lisboa

Daniel Jesus, Lisboa

Daniel Oliveira, Lisboa

David Crisóstomo, Almada

David Marçal, Lisboa

David Morais, Leiria

David Xavier, Lisboa

Delberto Aguiar, Lisboa

Diana Barbosa, Porto

Diogo Martins, Vila Franca de Xira

Diomar Santos, Porto

Edgar Costa, Azeitão

Eduardo Viana, Oeiras

Eldad Manuel Neto, Porto

Elísio Estanque, Coimbra

Emílio Távora Vilar, Lisboa

Enrique Pinto-Coelho, Lisboa

Eugénia Pires, Lisboa

Fernanda Marinho Amado, Loures

Fernando Martins, Lisboa

Fernando Nunes da Silva, Lisboa

Fernando Sousa Marques, Sesimbra

Fernando Vendrell, Lisboa

Filipa Vala, Lisboa

Filipe Moura, Lisboa

Filipe Santos Henriques, Alenquer

Florival Lança, Lisboa

Gaspar Martins Pereira, Porto

Geiziely Glícia Fernandes, Lisboa

Gonçalo Pereira, Lisboa

Graça Rojão, Covilhã

Guadalupe Simões, Lisboa

Gustavo Cardoso, Lisboa

Gustavo Rubim, Lisboa

Helder Faustino Raimundo, Loulé

Henrique Borges, Porto

Henrique Mendes, Lisboa

Henrique Sousa, Seixal

Hugo Faria, Lisboa

Isabel do Carmo, Lisboa

Isabel Guerra, Lisboa

Isabel Loureiro, Lisboa

Isabel Mendes Lopes, Lisboa

Isabel Prata, Coimbra

Isabel Santos Duarte, Porto

Isabel Tadeu, Lisboa

Ivan Nunes, New York

Ivone Barracha, Torres Vedras

João Arriscado Nunes, Coimbra

João Bicho, Lisboa

João Bonifácio, Lisboa

João Carlos Afonso, Lisboa

João Carlos Coelho dos Santos, Porto

João  M. Almeida, Lisboa

João J. C. Ferreira, Coimbra

João Lourenço, Lisboa

João Monteiro, Porto

João Vasco Gama, Lisboa

Joaquim Mealha Costa, Loulé

Jorge Espírito Santo, Lisboa

Jorge Gravanita, Lisboa

Jorge Malheiros, Lisboa

Jorge Martins, Porto

Jorge Morais,Porto

Jorge Pinto, Bruxelles

Jorge Vala, Lisboa

Jorge Wemans, Lisboa

José António Tavares, Lisboa

José Aranda da Silva, Cascais

José Carlos Martins, Coimbra

José Carlos Miranda, Porto

José Castro Caldas, Amadora

José Costa, Bruxelles

José Delgado Martins, Lisboa

José Dias, Coimbra

José Fanha, Lisboa

José Manuel Basso, Nisa

José Manuel Carreira Marques, Beja

José Manuel Henriques, Lisboa

José Manuel Neto Azevedo, Açores

José Manuel Tengarrinha, Cascais

José Maria Silva, Porto

José Mário Silva, Lisboa

José Munhoz Frade, Beja

José Pedro Pereira, Lisboa

José Pedro Silva, Almada

José Reis, Coimbra

José Vítor Malheiros, Lisboa

JP Simões, Lisboa

Júlia Coutinho, Lisboa

Júlia Leitão Barros, Lisboa

Júlio Machado Vaz, Porto

Leonor Barata, Coimbra

Leonor Cintra Gomes, Lisboa

Luciana Rio Branco, Lisboa

Luís Filipe Santos, Lisboa

Luís Moita, Lisboa

Luís Moutinho, Porto

Luís Quintais, Coimbra

Luís Valente, Jena

Luísa Alvares, Basel

Luísa Branco Vicente, Lisboa

Luísa Costa Gomes, Lisboa

Luísa Mesquita, Santarém

Manuel Branco, Évora

Manuel Brandão Alves, Lisboa

Manuel Coelho, Sines

Manuel Correia Fernandes, Porto

Manuel Vieira, Porto

Manuela Barreto Nunes, Braga

Manuela Carvalheiro, Coimbra

Manuela Silva, Lisboa

Manuela Vieira da Silva, Lisboa

Marco Barroso, Haarlem / Lisboa

Margarida Bak Gordon, Lisboa

Maria Augusta Sousa, Oeiras

Maria Benedicta Monteiro, Lisboa

Maria Clara Fernandes, Porto

Maria Eduarda Gonçalves, Lisboa

Maria Emília Costa, Faro

Maria João Andrade, Lisboa

Maria João Cabrita, Braga

Maria João Cantinho, Lisboa

Maria João Freitas, Sintra

Maria João Pires, Lisboa

Maria José Espinheira, Porto

  1. Margarida Trocado Moreira, Loures

Maria Ofélia Janeiro, Alverca

Maria Tengarrinha, Lisboa

Mariana Topa, Matosinhos

Mário Figueiredo, Lisboa

Mário Laginha, Lisboa

Mário Ruivo, Lisboa

Marisa Galiza, Mafra

Marta Bobichon Loja Neves, Oeiras

Marta Delgado Martins, Lisboa

Marta Moita, Lisboa

Miguel Ângelo Andrade, Lisboa

Miguel Dias, Setúbal

Miguel Gonçalves Mendes, Lisboa

Miguel Vale de Almeida, Lisboa

Miguel Won, Lisboa

Milice Ribeiro dos Santos, Porto

Nídia Zózimo, Lisboa

Nuno David, Lisboa

Nuno Fonseca, Lisboa

Nuno Fragoso Gomes, Lisboa

Nuno Serra, Oeiras

Paolo Marinou-Blanco, Los Angeles / Lisboa

Patrícia Beldade, Oeiras

Patrícia Brito Mendes, Lisboa

Patrícia Gonçalves, Lisboa

Paula Cabeçadas, Lisboa

Paula Velazquez, Lisboa

Paulo Fidalgo, Lisboa

Paulo Jacinto, Sintra

Paulo Monteiro, Maia

Paulo Peixoto, Coimbra

Paulo Velez Muacho, Seixal

Pedro “Pecas” Monteiro, Cascais

Pedro Bacelar de Vasconcelos, Braga

Pedro Gonçalves, Lisboa

Pedro Nunes Rodrigues, Leiria

Pedro Roque Domingues, Lisboa

Pedro Vieira, Lisboa

Pierre Guibentif, Lisboa

Pilar del Río, Lisboa

Priscila Soares, São Braz de Alportel

Rafael Esteves Martins, Sintra

Renato Carmo, Lisboa

Ricardo Alves, Lisboa

Ricardo Paes Mamede, Lisboa

Ricardo Sá Fernandes, Lisboa

Rita Covas, Cape Town / Porto

Roberto Merrill, Braga

Rodrigo Gonçalves, Lisboa

Rogério Moreira, Oeiras

Rosa Barreto, Lisboa

Rosa Maria Martelo, Porto

Rui Bebiano, Coimbra

Rui Feijó, Porto

Rui Tavares, Lisboa

Rui Valada, Amadora

Sandro Mendonça, Lisboa

São José Lapa, Sintra

Sara Araújo, Coimbra

Sara Magalhães, Lisboa

Sérgio Lavos, Lisboa

Sofia Cordeiro, Lisboa

Susana Beirão, Vila Nova de Gaia

Ulisses Garrido, Lisboa

Vasco Pimentel, Lisboa

Vera Tavares, Lisboa

Virgílio Morais de Matos, Lisboa

Viriato Soromenho-Marques, Lisboa

Vítor Louro, Sesimbra

Vítor Sarmento, Lisboa

É tempo de avançar – uma candidatura cidadã às eleições legislativas de 2015 – Daniel Oliveira

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Texto do Daniel Oliveira

Hoje, um grupo de mais de 240 cidadão tornou pública uma convocatória para uma convenção, no dia 31 de janeiro. Uma assembleia que fará nascer uma plataforma eleitoral para as eleições legislativas de 2015. O texto da convocatória é curto mas claro nos seus objetivos políticos: mobilizar os cidadãos para que nas próximas eleições não mude apenas o governo. Mude a governação. Uma governação que recuse a austeridade como forma de sair da crise e a passividade como forma de estar na Europa. Que construa um poder democrático que governe para o povo e não seja refém de interesses privados. (leiam a convocatória e a lista de subscritores em baixo). O força cidadã que seja exigente consigo mesma e esteja disposta a fazer parte da solução.

Esta convocatória está aberta à subscrição pública. Aqueles que a subscreverem participarão em igualdade de direitos e deveres na assembleia cidadã que, a 31 de janeiro, definirá, de forma democrática e participada, o que virá a ser esta candidatura. Desde o seu funcionamento às suas linhas programáticas, passando pelos seus candidatos e a sua orientação política. Apesar do apoio expresso e empenhado de várias organizações a esta candidatura (Fórum Manifesto e Livre, que a fizeram nascer, MIC-Porto e Renovação Comunista, que deciriam juntar-se a esta ideia), que contribuirão de formas diversas para o reforçar (o Livre, por exemplo, com o suporte partidário que permite ir a votos num país que não autoriza listas de cidadãos), são os mais de 240 promotores iniciais que se dirigem aos cidadãos. Com o seu nome e em seu nome. E serão todos, esperemos que milhares, a título indidividual e em pé de igualdade, tenham ou não filiação em qualquer organização, que decidirão o que será este movimento de convergência e que o farão funcionar.

Entre os mais de 240 promotores, estão nomes mais e menos conhecidos. Sindicalistas, jornalistas, autarcas, artistas, académicos, estudantes, médicos, bolseiros, activistas sociais, trabalhadores, desempregados, emigrantes. Podem ver a lista completa em baixo. Por facilidade, deixo aqui apenas alguns nomes mais facilmente identificáceis mas nem por isso mais importantes: Ana Drago, Rui Tavares, José Reis, Ricardo Sá Fernandes, Carlos Brito, Boaventura de Sousa Santos, Elísio Estanque, Eugénia Pires, Isabel do Carmo, José Aranda da Silva, Júlio Machado Vaz, Luis Moita, Mário Ruivo, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Ricardo Paes Mamede, Viriato Soromenho-Marques, Alexandra Lucas Coelho, André Gago, André Teodósio, Augusto M Seabra, Bárbara Bulhosa, Pacman, Daniel Oliveira (eu mesmo), Jorge Wemans, José Fanha, José Vítor Malheiros, JP Simões, Luísa Costa Gomes, Mário Laginha, Pilar del Rio, São José Lapa, os autarcas (ou ex-autarcas) Fernando Nunes da Silva, João Afonso, José Manuel Basso, José Manuel Carreira Marques, Manuel Coelho e Manuel Correia Fernandes e os sindicalistas António Avelãs, Florival Lança, Guadalupe Simões e Ulisses Garrido.

Estes são alguns dos nomes que ajudaram a dar um primeiro impulso, num apelo ao país. Mas um movimento de cidadania, ainda mais quando quer ir a votos, só o pode ser quando se implanta na sociedade e é tomado pelos cidadãos, sejam conhecidos ou “anónimos”, como são, uma e outra coisa, os promotores iniciais desta iniciativa. É hoje que tem de começar a mudar a vida política portuguesa. Envolvendo na democracia quem dela está a desistir. É tempo de avançar para acordar o País. Subscreve a Convocatória da Convenção para uma candidatura cidadã às eleições legislativas de 2015. Ajuda a fazer democracia.

PODES SUBSCREVER AQUI: www.tempodeavancar.net

Ana Drago e Daniel Oliveira querem uma nova Esquerda com “força eleitoral”

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Notícia do Jornalismo Porto Net

O Clube dos Pensadores regressou esta segunda-feira com a presença de Ana Drago e Daniel Oliveira. O debate serviu para a discussão sobre a atual situação da democracia portuguesa e o futuro da Esquerda no contexto político do país.

Ana Drago, antiga dirigente e deputada do Bloco de Esquerda (BE), e Daniel Oliveira, fundador do partido e jornalista, foram os convidados do organizador Joaquim Jorge, no regresso do Clube dos Pensadores, esta segunda-feira, no Hotel Holiday Inn, em Vila Nova de Gaia. A escolha em dose dupla deveu-se à recente desvinculação de ambos do Bloco de Esquerda e consequente integração na Associação Fórum Manifesto.

No debate referiu-se a aproximação do Fórum Manifesto ao Partido Livre, de Rui Tavares, e a um eventual diálogo pós-eleitoral entre uma nova plataforma de Esquerda e o Partido Socialista. A questão das “metas do tratado orçamental” e da “dívida sufocante” mereceram a condenação de Ana Drago e Daniel Oliveira, que temem a destruição do Estado social com as políticas atuais.

Ana Drago defendeu a criação de um movimento conjunto de cidadania para a defesa do país e de a organização de novas formas de participação cívica e politica, com a tradição das do país vizinho. Para a antiga deputada, as negociações que estão a ocorrer entre um conjunto de cidadãos, o Partido Livre e outras organizações são importantes para o aparecimento “de uma Esquerda que esteja disponível para olhar o país e falar com verdade sobre os enormes constrangimentos” com que Portugal se depara.

A organização de forças com capacidade “para alterar o contexto” e a formação de um Governo que promova “uma batalha pela defesa do modelo da nossa democracia” é o caminho que Ana Drago propõe e a força social de que pretende fazer parte.

Precariedade “é a maior doença, não só social, mas política do século XXI”

Daniel Oliveira mencionou a criação de uma plataforma política e de cidadãos com “força eleitoral”, disponível para “condicionar e intervir na governação” de uma forma real e aproximar o Estado dos cidadãos. Uma plataforma que não promova mais cortes na saúde, na educação e nas reformas.

O convidado falou sobre a necessidade de se proteger a democracia face à corrupção, aos interesses privados e aos mercados. Para Daniel Oliveira, é essencial “devolver o poder ao Estado, à política, à democracia”, o que asseguraria uma maior participação cívica e a defesa da atividade do político, que o convidado considera “digna”.

O ex-bloquista debruçou-se, ainda, sobre a relação próxima entre a igualdade e a corrupção. Afirmou que “as sociedades menos corruptas são, geralmente, as sociedades menos desiguais”. Sobre o estado atual do país, Daniel Oliveira considerou fundamental recusar o discurso da inevitabilidade, do medo e da passividade em relação às decisões da Europa, por estar em causa a soberania nacional. Em relação à precariedade no trabalho, o convidado defendeu que esta “é a maior doença, não só social, mas política do século XXI”.

No final do debate, Joaquim Jorge lançou o desafio para que os convidados regressem ao Clube dos Pensadores num futuro próximo, no momento em que ambos se apresentem como candidatos a cargos políticos.

Sessão Pública 6ª-feira, 3 de Outubro, Coimbra

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Com o objetivo de debater a construção de uma ampla plataforma política que possa levar a uma futura governação de esquerda, a Associação Fórum Manifesto realiza um debate esta sexta-feira, 3 de Outubro, às 21h, na Casa Municipal da Cultural, Coimbra.

Com:

Abílio Hernandez (professor universitário Uni. Coimbra)

Ana Drago (socióloga)

José Reis (professor universitário Uni. Coimbra)

Sara Araújo (investigadora)

Rui Bebiano (professor universitário Uni. Coimbra)

Local: Casa Municipal da Cultura, Rua Pedro Monteiro 3000-329 – Coimbra

Governar à esquerda

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GOVERNAR À ESQUERDA
Sábado, 4 out 2014 – 10h00-17h30
Auditório Camões, Lisboa
Inscrições:
http://www.congressoalternativas.org/2014/09/inscricoes.html

10h00 – Abertura – JOSÉ REIS

10h30-13h00 – 1º Painel
“Democracia, trabalho e direitos sociais”
Manuela Mendonça (moderação)
André Barata (Democracia)
António Casimiro Ferreira (Trabalho)
José Luís Albuquerque (Protecção Social)
Manuela Silva (Saúde e Educação)
DEBATE

15h00-17h00 – 2º Painel
“A dívida, a União Europeia e a Soberania”
José Castro Caldas (moderação)
Francisco Seixas da Costa
João Ferreira do Amaral
José Gomes Canotilho
Marisa Matias
Octávio Teixeira
DEBATE

17h30 – Encerramento – MANUEL CARVALHO DA SILVA

Dentro de um ano seremos chamados a eleger os deputados à Assembleia da República. Depois de mais de três anos de atropelos ao regime democrático e aos direitos sociais, teremos oportunidade de dizer como queremos que o país seja governado.

O que deve um governo de esquerda fazer para revalorizar a democracia e os direitos sociais e laborais? Qual o mandato que deve assumir nas relações com a União Europeia no que respeita à questão da dívida?

Dois anos depois da realização da sua assembleia fundadora (a 5 de Outubro de 2012), o Congresso Democrático das Alternativas promove o debate sobre questões decisivas para o nosso futuro comum.

Participe na conferência e no debate prévio que terá lugar no site (http://www.congressoalternativas.org/), enviando comentários aos textos sobre cada um dos tópicos em debate:

De Volta à Democracia, por André Barata (http://www.congressoalternativas.org/2014/09/de-volta-democracia.html)
O Trabalho e os seus Direitos, por António Casimiro Ferreira (http://www.congressoalternativas.org/2014/09/o-trabalho-e-os-seus-direitos.html)
Protecção Social, por José Luís Albuquerque (http://www.congressoalternativas.org/2014/09/democracia-trabalho-e-direitos-sociais.html)
Saúde e Educação, por Manuela Silva e Nuno Serra (http://www.congressoalternativas.org/2014/09/saude-e-educacao.html)
A dívida, a União Europeia e a Soberania, por José Maria Castro Caldas (http://www.congressoalternativas.org/2014/09/a-divida-uniao-europeia-e-soberania.html)

Os comentários deverão ser sucintos (até 2.500 caracteres) e focados nas questões suscitadas pelos textos sobre o tópico respectivo.

Sessão Pública 5ª feira no Porto

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Com o objetivo de debater a construção de uma ampla plataforma política que possa levar a uma futura governação de esquerda, a Associação Fórum Manifesto realiza um debate esta quinta-feira, 18 de Setembro, às 21h, no Café Ceuta, Porto.

Com:

Ana Drago (socióloga)

Daniel Oliveira (jornalista)

Rui Feijó (investigador e antigo vereador C.M. do Porto)

Gaspar Martins Pereira (professor universitário Uni. do Porto)

Local: Café Ceuta, Rua de Ceuta 20-26, 4450-191 Porto

Transportes: Metro da Avenida dos Aliados

Almoço, transporte e participação na Assembleia Geral

FM grande

No próximo sábado, 13 de setembro, a Associação Fórum Manifesto irá realizar uma Assembleia Geral Extraordinária, na Casa da Imprensa, Lisboa, tal como previamente anunciado. Fica aqui informação sobre o almoço, transporte e condições de participação.

A Assembleia Geral é o “órgão soberano da Associação” e nela podem participar “todos os associados e associadas, como está previsto nos estatutos. Podem ser consultados aqui.

Todos os associados podem votar, intervir e apresentar propostas escritas na Assembleia Geral, que serão debatidas e votadas por todos os participantes.

Na Assembleia Geral de sábado, a direção da Associação irá ser debatida a situação política do país e as estratégias políticas e sociais necessárias para a defesa do Estado Social. A direção da Associação irá lançar a discussão com um texto a ser apresentado aos associados.

Será igualmente efetuada a eleição dos novos Corpos Sociais da Associação. Uma lista será apresentada, debatida e votada.

 A inscrição como associado pode ser efetuada através deste linkhttp://blog.manifesto.com.pt/inscricao/ – ou presencialmente no dia da Assembleia Geral.

A quota anual estabelecida é de 20 euros anuais. Os desempregados podem solicitar a isenção de quota anual. O pagamento de uma quota anual prende-se com a necessidade de se manter a atividade da associação, que não recebe qualquer apoio externo para além dos pagamentos efetuados pelos aderentes. No entanto,  ninguém será excluído da participação por não ter dinheiro para pagar a quota. Essa situação deve ser exposta no ato da inscrição.

O montante das quotas é utilizado para financiar as atividades do Fórum Manifesto, nomeadamente o pagamento da renda e realização de iniciativas públicas à semelhança das já efetuadas em Lisboa e Tavira. Novos debates públicos serão organizados proximamente.

A Assembleia Geral irá durar o dia todo. A Associação vai reservar mesa num restaurante para todos almoçarmos a um preço acessível, num local próximo da Casa da Imprensa. Se quiseres almoçar, por favor avisa-nos para forumanifesto.pt@gmail.com .

Transporte para a AG. Nos últimos meses recebemos inúmeras inscrições de cidadãos de todo o país. A Associação tem tido a preocupação de levar os debates públicos a várias cidades e irá continuar a fazê-lo. No entanto, a Assembleia Geral irá realizar-se em Lisboa. Se vieres de carro para Lisboa e quiseres partilhar a viagem e os custos, envia-nos um email (forumanifesto.pt@gmail.com) a indicar o local de onde irás partir. Se precisares de boleia, diz-nos de onde vais sair. Nós faremos o cruzamento das disponibilidades e necessidades e informaremos os envolvidos.

Qualquer dúvida envia para este endereço.

Até sábado!

A direção

Assembleia Geral Extraordinária do Manifesto, sábado, 13 de Setembro

FM grande

FORUM MANIFESTO

CONVOCATÓRIA

Nos termos do artigo 13º dos Estatutos, a pedido do Conselho Geral e da Direção Executiva, convocam-se os(as) associados(as) da Forum Manifesto para uma Assembleia Geral extraordinária, a realizar em Lisboa, no dia 13 de setembro de 2014, às 10h30, na Casa da Imprensa, com a seguinte Ordem do Dia:

  1. Análise da situação política
  2. Estratégia política futura da Manifesto
  3. Eleição dos órgãos dirigentes da Manifesto

Sábado, dia 13 de Setembro, às 10h30, na Casa da Imprensa

Morada: Rua Horta Seca, 20, Lisboa (ao lado dos CTT do Largo Camões).

Metro: Baixa-Chiado, linha verde e azul.

P’la Mesa da Assembleia Geral,

Maria José Vitorino

Sessão pública “Para uma Governação Decente”

Compromisso e determinação

Um momento de urgência como o atual exige a construção de um programa que impeça o desmantelamento do Estado Social e de uma plataforma política disposta a participar na governação. É neste âmbito que surge o evento promovido pela Associação Fórum Manifesto. Convidamos cinco intervenientes dispostos a participarem neste debate essencial.

Quarta-feira, dia 23 de Julho, às 18, na Casa da Imprensa

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1438350069776526/

Morada: Rua Horta Seca, 20, Lisboa (ao lado dos CTT do Largo Camões).

Metro Baixa-Chiado, linha verde e azul.

Com:

Ana Drago (socióloga e ex-deputada)

Daniel Oliveira (jornalista)

Filipa Vala (bióloga)

José Reis (professor universitário em Coimbra e participante no Congresso Democrático das Alternativas)

Ricardo Paes Mamede (professor universitário em Lisboa e promotor do Manifesto 3D)

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CASA DAS ARTES, TAVIRA: 5ª FEIRA | 22 AGOSTO | 22h

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