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Revista Manifesto: número 9 já nas bancas!

Revista Manifesto Nº 9.
Revista Manifesto Nº 9.

Excerto do Editorial

“Não viveremos no medo que nos querem impor”. Assim começa, em título, o artigo que o ex-ministro da Educação, João Costa, e o ator da companhia de teatro A Barraca, Adérito Lopes, publicaram no Expresso há quase um ano. Nas motivações para a escrita – e entre outros episódios assinalados no texto, sintomáticos do discurso de ódio, insulto e atos de violência por parte de membros, movimentos e forças políticas da extrema-direita – a bárbara agressão a Adérito Lopes por um neonazi, mesmo à porta de A Barraca, no preciso dia em que se assinalavam 30 anos do assassinato de Alcindo Monteiro.

É num apelo à tomada de consciência coletiva e à mobilização, perante as ameaças e os desafios políticos que a ofensiva da extrema-direita hoje nos coloca, a que se soma a erosão neoliberal dos fundamentos e das conquistas sociais que concretizam direitos e promovem a igualdade e a justiça social, que João Costa e Adérito Lopes sublinham a importância do papel das artes e da cultura. Desde logo, “porque a cultura assusta quem não quer a democracia”, assinalam, convocando todos, “em cada fábrica, escola ou espaço artístico, (…) em cada bairro, em cada café”, a “celebrar a democracia e a diversidade”.

Lista de Artigos:

AMARÍLIS FELIZES, Perguntas sobre arte e trabalho

BERNARDO GOUVEIA, Reflexão à esquerda – Modo de usar

CAPICUA e AFONSO BRANCO, A cantiga (ainda) é uma arma (conversa conduzida por Manuel Halpern)

DANIEL MELO, O associativismo em perspectiva (notas exploratórias)

DIMA MOHAMMED, Quando retirar apoio não é censura: cancelamento, boicote e responsabilização

DINA MAGALHÃES, “Sirat”

DIOGO DUARTE SILVA, A ordem internacional no limbo

DORI NIGRO, MELISSA RODRIGUES e RAQUEL LIMA, Manual Antirracista para as Artes e a Educação – Um sonho sankofa para o futuro

ELISABETE PAIVA, Uma revolução por cumprir

GERMINAL, A Revolução não será analógica

GUILHERME SEMEDO, Expor as estruturas do poder e da acumulação

HENRIQUE SOUSA e PAULO AREOSA FEIO, Novos caminhos à esquerda: hipóteses para um debate necessário

JOÃO COSTA, Uma certa urgência da arte perto das crianças e dos jovens

JOSÉ SOEIRO, Mais que um pacote laboral, um regime económico em disputa: breve roteiro para uma luta prolongada

JÚLIA BARATA, Ilustrações

MADALENA MOTA, Leopardos e hienas; as elites e o sal da terra

MANUEL PUREZA, A cultura é uma árvore, e todas, todos e todes devíamos sabê-lo

MARCO MARTINS, A arte de criar (em) comunidade (entrevista por Manuel Halpern)

MARIA VLACHOU, Confiança radical

NUNO RAMOS DE ALMEIDA, Vida Justa, a força dos bairros

PAULO PIRES DO VALE, Lucidez revolucionária – A Constituição de uma democracia cultural, 50 anos depois

PEDRO JOSÉ-MARCELLINO, “O Riso e a Faca”: Ensaio neocolonial sobre tempos, olhares e desconfortos

PEDRO RODRIGUES, O boicote e o cancelamento são mesmo uma arma?

RUY FILHO, Contra o medo, o afeto: voltar a sentir um país

VIRIATO SOROMENHO MARQUES, O império contra-ataca: o incerto parto do mundo multipolar

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Lançamento da Revista MANIFESTO em Lisboa

A 9 de maio, às 18:30 horas, na Livraria Linha de Sombra na Cinemateca Portuguesa, será lançado o 1º número da 2ª série da Revista Manifesto.

Frederico Pinheiro (Diretor da revista), Ana Drago, Isabel Moreira e José Neves serão os oradores.

“Começar de novo era uma expressão frequentemente utilizada por Miguel
Portas, quando se tratava de dar impulso a um processo político ou um projeto
editorial, demonstrando dessa forma o seu entusiasmo e a vontade de o
semear em seu redor. Talvez por isso seja também apropriado encarar a série
que agora se inicia como um certo recomeço.
Curiosamente, apesar das diferentes conjunturas em que a revista Manifesto
existiu – nos anos 90 dirigida por Ivan Nunes, em formato jornal; nos anos
2000, pelo Miguel Portas – os propósitos de fundo mantêm-se, porventura,
pouco alterados. Com novos problemas e outros desafios, certamente, continuamos
interessados nos debates plurais à esquerda, nas discussões sobre o
seu futuro e o seu papel no contexto português, e nos possíveis processos de
convergência entre as diferentes sensibilidades que a constituem, incluindo
pessoas e movimentos que não integram nenhuma formação partidária.
Como no passado, os números da Manifesto serão essencialmente temáticos –
com cada tema tratado por ensaios, entrevistas e outro tipo de registos, numa
coexistência de abordagens e linguagens que pode oscilar entre o académico
e o político, a expressão artística ou literária, a lógica de ensaio ou jornalística.
Esta nova série não deixa, contudo, de incorporar algumas mudanças. A revista
passa agora a integrar uma secção de atualidade. Será ainda criado um
espaço da revista em www.manifesto.com.pt onde se disponibilizarão alguns
dos textos publicados. Por último, a revista poderá ser objeto de assinatura (por
quatro números), o que constitui também uma forma de a apoiar.” (in Editorial)