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‘Contas da Saúde’

O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) alimenta uma das mais importantes discussões da nossa democracia. A dívida acumulada rondará os 2500 milhões de euros. Perante a dimensão deste número, a direita rejubila e transforma-a na demonstração de que o SNS é insustentável. Daí à sua sentença de morte vai um passo, para a qual Passos Coelho tem uma receita: a privatização do SNS.

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‘sempre em potência’

Os jornalistas têm graça quando querem. Nuno Simas assina no Jornal Público uma peça sobre as dez figuras de 2010, destacando Passos Coelho com o título ‘o potencial futuro primeiro-ministro’. É irresistível saltar para ‘o futuro primeiro-ministro em potência’, ou ainda ‘o eterno futuro primeiro-ministro’.

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‘Galilei, SPGS’

Em Maio deste ano, a Sociedade Lusa de Negócios, à qual pertencia o BPN, mudou de nome. Passou a chamar-se Galilei. Não sei o que farão os seus descendentes para defender o bom nome da família, mas este acontecimento é tão significativo como compreensível. A SLN é o verdadeiro sujeito da mega-fraude do BPN e percebe-se que os seus accionistas não façam questão de manter o nome, quando discutem a continuação da actividade do Grupo.

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‘Estudantes’

Como universitário e como deputado, repudio a injustiça e o erro estratégico que são as novas regras sobre a acção social escolar no ensino superior. Num país com baixos níveis de qualificação relativamente às médias europeias, não se compreende que se corte a eito num sector tão estratégico para o desenvolvimento.

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‘Não há competitividade no sector privado sem boas políticas públicas’

Portugal precisa de exportar mais. Para isso, precisa de ser mais competitivo. Como? FMI, BCE e Comissão Europeia têm a resposta na ponta da língua: despedimento individual. Afinal governar a economia é simples. Excepto num ponto: não é o que as empresas querem. Trocavam isso por energia mais barata.

Pedro Santos Guerreiro, no Jornal de Negócios

A pressão para acabar com o pouco que resta da protecção do trabalho na legislação laboral não pára de se intensificar e o Governo já mostrou o seu empenho em cumprir com as “recomendações”. A campanha da Comissão Europeia, para além de exorbitar completamente do seu mandato (foi decidido onde que é função da UE promover a “flexibilização das relações laborais”?), tem motivações estritamente ideológicas.

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